segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O Entrudo







A cultura tradicional popular tem na Festa o cenario máis importante no que desenvolve a maior parte das suas relaçons sociais. Existe um festejo com claro passado pagám e cuja orige remonta-se aos mais ancestrais tempos pretéritos, posteriormente resituados na órbita cristá, que goza de grande predicamento e seguimento entre o pobo galego: o Antroido ou Entroido ( carnaval galaico ).
A orige do termo pode-se situar na voz latina "introitus" ( entrada ) por assinalar a entrada posterior ao período da Quaresma.
O Antroido sempre gozou de grande seguimento popular, pois a doutrina cristá esigía no subsiguiente período de Quaresma umha rígida penitencia e abstinencia: prohibiçom de comer carne e suspensom de festas e celebraçons.
Nas datas de antroido realizam-se grandes rituais gastronómicos nos que a carne de porco tem umha presença essencial: cacheira, lacóm, rojóns, tripas, botelo, chouriços..., exquisitas sobremesas como "o bolo de antroido" (preparado com farinha de milho e centeio é um pam de mesa sem levedar), filhoas, orelhas e flores...
Pero o Antroido nom só é gastronomia já que trata-se da festa popular de maior transcendencia do ano. Antigamente era a época preferida pra a representaçom de obras teatrais ( o antroido é em si mesmo umha grande peça teatral). Tradicionalmente durante estas festas pode-se expressar com impunidade a "vox populi". Antano começaba-se em Janeiro, com dous domingos de antelaçom ao "domingo de entroido" ja se celebraba nalguns lugares o "fareleiro": os mais moços espalhabam o "farelo" (casca esmiuçada de grande de cereais, que no moinho separa-se da farinha ) sobre as moças, que em ocasions era substituído por folhim ou cinza.
O domingo anterior ao "de Antroido" conhece-se como "corredoiro", pois nalguns lugares era tradicional a "corrida do galo". As quintas-feiras anterior e posterior a esta data conhecem-se como de "compadres e comadres" , simbolizando a eterna loita de sexos: na quinta-feira de comadres os representantes masculinos portam images que representam às mulheres, quenes tentabam arrebatar-las pra evitar a sua queima; nquinta-feira de compadres invertiam-se os papeis.
Mas é o sábado e domingo de antroido cando começa o esplendor.
Moitos som os protagonistas do entroido da Galiza chegados a partir da antiga raigame popular:
* "Cigarróns" (Verim), "peliqueiros" (Laza), "felos" (Maceda e O Bolo), "pantalhas" (Ginzo de Lima) - poboaçons da província de Ourense - som as máscaras mais antigas e gozam de total imunidade (nom se pode-lhes tocar), gastam bromas e malham aos viandantes cum látego ou unha bexiga que levam cinguida a um pau.
Os "cigarróns" e "peliqueiros" levam um pucho no que representan motivos animais ou astrais e careta de madeira. Com vestimenta formada de calçom e chaquetilha anunciam a sua presença co som dos grandes cencerros que levam na sua cintura. Desfilam em fila indiana, saltando sem parar sem que ninguém descubra a sua identidade.

* Os "gerais e correios" som a figura mais notória no Vale do Ulha: um agrupamento conduzido por um general a cabalo, e precedida polos seus "correios", enfronta-se a outra homónima e rival, iniciando-se umha guerra de agudeza na composiçom de versos trala que os generais assinam umha trégua ata o vindeiro Antroido.

* As "madamas e galáns" de Cobres - Vila Boa (Ponte Vedra) salientam por um vestiário moi colorido e fastoso: sobre umha vestimenta de cor branco luzem enorme cantidade de rechamantes complementos (mantóns de manila, colares, chapéus, cintas...).

* "O rei Urco e o loro Ravachol" representam o antroido pontevedrés. O primeiro apresenta-se na cidade cos seus exércitos, e Teucro, em inferioridade, recebe-o cumha festa que dura tres dias; ao final morre envelenado.
O enterro do "loro Ravachol" (nome posto por Perfecto Feijoo ao seu loro ) celebra-se o sábado posterior à terça-feira de antroido e substituiu ao enterro da sardinha.

* O Enterro do Antroido: o antroido remata a quarta-feira de cinza", co "enterro da sardinha" na maioria dos lugares. Umha tradiçom importada da meseta na segunda metade do século XIX, pois o tradicional na Galiza eram os enterros de "mecos, entroidos ou momos". Tal enterro nom deixa de ser umha inhumaçom polo rito cristam no que o defunto é a sardinha.
Cada localidade representa num boneco-rei a figura do entroido ( entroidos, mecos, momos, "o Filipe", "o Filipinhoo ", " o Marcial", "o Farruco"... ), que é queimado na cerimonia.

* "Domingo de pinhata": celebra-se o domingo posterior à quarta-feira de cinzas (primeiro domingo de quaresma) e é umha oportunidade pra romper a penitencia e o recolhimento da quaresma. A "pinhata" é un jogo infantil relacionado co galego "jogo das olas" o cal celebraba-se nalguns lugares da província de Ourense polo antroido.

4 comentários:

Anónimo disse...

Desculpem, passei para conhecer o blog e dizer que
O AUTISMO EXISTE!

AROMAS DE PORTUGAL

"O Autismo é definido como “uma desordem neuro-desenvolvimental caracterizada pelo enfraquecimento nas relações sociais, linguagem, e pela presença de um comportamento repetitivo e estereotipado."

saudações e um sorriso

Anónimo disse...

Parabens pelo blogue, convido agora a visitar o meu.

http://wwwbragablog.blogspot.com/

Anónimo disse...

Caro!!!!

Já você viu os galegos na Assembleia da República? O dia 7 de abril foi histórico.

http://www.agal-gz.org/modules.php?name=News&file=article&sid=4239&mode=thread&order=0&thold=0

Sam disse...

Olá Isabel!

Como tem passado? Houver visto, sim, não tivera foi tempo de pegar no assunto e abordá-lo aqui no blog.

Um abraço